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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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TRÊS DIAS DE FOLGA POR SEMANA?

Mäyjo, 09.10.16

TRÊS DIAS DE FOLGA POR SEMANA? ESTUDO DIZ QUE ISSO AJUDARIA O MEIO AMBIENTE

folgas-maiores

A ideia é simples: trabalhar apenas quatro dias por semana com três dias de folga, pelo bem do meio ambiente. A proposta é de dois economistas americanos, David Rosnick e Mark Weisbrot, que defendem que a medida podia diminuir o consumo de energia em níveis perto dos 20%. Por cá a medida parece não ter pernas para andar, com as associações ambientalistas e os economistas a mostrarem-se pouco convencidos da sua eficácia.

 

Para os autores do estudo agora publicado, uma semana de trabalho com apenas quatro dias significaria menos deslocações dos funcionários no trajecto casa-trabalho-casa, numa diminuição significativa de consumos energéticos. Os economistas dão o caso de Utah como exemplo de modelo a seguir. Em 2007, o estado norte-americano redefiniu a semana laboral para os funcionários públicos, com a jornada de trabalho a acabar na 5ª feira, juntando-se assim a 6ª feira ao fim-de-semana. E a medida parece ter dado frutos: só nos primeiros dez meses pós-mudança a poupança ascendia os 1,6 milhões de euros em despesas de energia. Mas não era tudo. Também a nível ambiental, tinham sido evitadas 12 mil toneladas de dióxido de carbono por ano, só pela redução das deslocações automóveis.

O programa experimental incluía apenas os funcionários públicos do Utah, não abrangendo o resto dos trabalhadores, pelo que o projecto foi dado como terminado em 2011, depois de intensas queixas da população que trabalhava para entidades privadas e não podia usufruir de uma folga mais alargada.

Por cá, as opiniões não são muito favoráveis à implementação da medida em solo nacional. Francisco Ferreira, responsável pela Zero, reconhece que esta ideia poderia ter impacto nos EUA, onde uma fatia grande da população passa mais de duas horas ao volante por dia, mas que não teria expressão por cá. Apenas Lisboa e Porto poderiam registar algumas melhorias ambientais, mas nunca nos valores registados nos EUA. Para João Duque, Instituto Superior de Economia e Gestão, a medida é uma má ideia. “Um americano de barriga cheia que está farto de poluição acha bem, mas a parte subdesenvolvida do mundo acha mal”, declara ao jornal Diário de Notícias.

EMPRESA PORTUGUESA LANÇA MISTURADORA DE LAVATÓRIO QUE POUPA ENERGIA E ÁGUA

Mäyjo, 05.01.16

cold open_SAPO

A portuguesa Sanindusa vai comercializar dois modelos de misturadoras de lavatório com cartucho cold open, um sistema que potencia a poupança de energia e de água, trazendo vantagens ambientais e económicas ao utilizador.

Com este sistema, o manípulo da torneira roda 90 graus, no sentido dos ponteiros do relógio, estando a rotação para o lado direito bloqueada. Quando a abertura da água se inicia na posição frontal, o equipamento evita o arranque desnecessário do esquentador ou o gasto de água quente do termoacumulador, o que se traduz numa economia de recursos.

Em misturadoras equipadas com cartuchos cold open, a abertura da água pode fazer-se em qualquer ponto de rotação do manípulo, contrariamente aos sistemas progressivos, em que a abertura se inicia obrigatoriamente na água fria passando progressivamente, com a rotação do manípulo, para água temperada e depois quente.

Para já, este sistema equipa os modelos de lavatório Torus e Icone, sendo que a misturadora Torus vem ainda munida de um limitador de caudal, dando hipótese, através de uma abertura faseada do manípulo, obter mais ou menos caudal. “Se atendermos ao facto de que o grande consumo de água, em habitações residenciais, está ligado ao uso de torneiras, chuveiros e autoclismos, este mecanismo vem permitir uma significativa poupança de recursos”, explica a marca em comunicado.

De acordo com a empresa de Aveiro, esta solução é mais eficiente e económica que à primeira vista pode passar despercebida mas, a longo prazo, será vantajosa e terá expressão nas faturas de eletriidade e de água dos consumidores.

ASSISTIR A FILMES NA TELEVISÃO OU STREAMING GASTA MUITO MENOS ENERGIA QUE DVD

Mäyjo, 05.09.15

Assistir a filmes na televisão ou streaming gasta muito menos energia que DVD

Assistir a um filme ou outro qualquer programa através da televisão ou streaming pode evitar a emissão de milhões de toneladas de CO2, de acordo com um estudo publicado na Environmental Research Letters. Em causa está o negócio da compra e aluguer de DVD, que exigem muito mais energia.

O problema não está no DVD em si, mas sim nos computadores portáteis e tablets, que são bem mais eficientes em termos de energia que os aparelhos de DVD, grandes consumidores de energia. E há mais: alugar ou comprar DVD exige a deslocação de veículos, o que ajuda a consumir mais energia e consome mais carbono.

O estudo foi desenvolvido por investigadores do Laboratório Nacional Lawrence Livermore e da Universidade Northwestern e descobriu que, se todos que assistem a DVD nos Estados Unidos tivessem mudado para serviços de streaming em 2011, cerca de dois mil milhões de quilos de emissões de CO2 teriam sido evitados – paralelamente, teriam sido economizados 30 petajoules de energia, o bastante em electricidade para alimentar 200 mi lares.

Os investigadores calcularam que uma hora de streaming requer 7.9 megjoules de energia, comparados com 13 megajoules em DVD –e que a sua emissão é de 0.4 quilos de CO2, comparados a 0.71 nos DVD.

Os norte-americanos assistem a muitos filmes e séries, mesmo as que já terminaram há já algum tempo. E apesar de os DVD já serem quase um objecto histórico, a verdade é que os norte-americanos assistiram a 17.2 mil milhões de horas de conteúdos em DVD e 3.2 mil milhões de horas de streaming.

Os filmes em streaming têm de estar alojados em bancos de servidores, que consomem bastante energia. Ainda assim, eles correspondem a menos de 1% da energia usada para consumir o streaming de casa, informa o Smithsonian Magazine.

Foto:  Henrik Moltke / Creative Commons

EGGY: O OVO MÁGICO QUE NOS VAI PÔR TODOS A POUPAR ENERGIA

Mäyjo, 01.09.15

EGGY: O OVO MÁGICO QUE NOS VAI PÔR TODOS A POUPAR ENERGIA

DSC01983Um ovo que poupa energia made in Portugal

E SE A SILHUETA ICÓNICA DE NOVA IORQUE DESAPARECESSE DURANTE A NOITE?

Mäyjo, 01.02.15

E se a silhueta icónica de Nova Iorque desaparecesse durante a noite?

Quando saímos de uma divisão da casa para outra o mais óbvio é apagar as luzes para poupar energia. Se fazemos isto em casa, por que não fazê-lo nos edifícios públicos e comerciais? É basicamente isto que Donovan Richards, membro da assembleia municipal de Nova Iorque quer fazer.

Richards quer que as luzes de 40.000 edifícios comerciais da Big Apple sejam apagadas durante a noite, quando os espaços não estão a ser utilizados, para poupar energia e salvar o ambiente. Para que a medida seja levada a sério, o deputado municipal, que faz parte do grupo de protecção ambiental, apresentou uma proposta para proibir os donos dos edifícios de iluminar os interiores e exteriores dos edifícios durante a noite.

O objectivo da proposta é diminuir as emissões de gases com efeito de estufa de Nova Iorque, sendo que 37% destas emissões provém de edifícios comerciais, industriais ou institucionais. A proposta de Richards é que cada infracção resulte numa multa de €804.

Para quem possa estar preocupado com o desaparecimento da silhueta icónica durante a noite não há motivos para alarme. A proposta apresentada contempla várias excepções. Segundo o documento elaborado por Richards, as montras das lojas podem ficar iluminadas se as superfícies comerciais aderirem a certos requisitos de eficiência energética. Exposições sazonais e luzes de segurança também são uma excepção, bem como edifícios icónicos da cidade.

“Esta proposta é acima de tudo acerca da conservação energética e para reduzir a contribuição de Nova Iorque para um planeta cada vez mais quente”, indica Richards, cita o City Lab. “Se a nossa principal preocupação enquanto cidade é a manter o status quo no que concerne ao consumo energético e produção de resíduos, deixaremos de ter um planeta que suporte a vida humana”, acrescenta.

A ideia de ter as luzes de milhares de edifícios apagadas durante a noite surgiu a Richards durante uma visita a Paris, onde uma medida semelhante foi implementada em 2013.

Foto:  LJTee / Creative Common